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Foto: Instagram

NILZA AMARAL
( BRASIL - SÃO PAULO )

 

 

Nilza Amaral nasceu em Piracicaba/São Paulo, residiu em várias cidades do interior e terminou seus estudos em São Paulo.

Tem obras publicadas em português, inglês e espanhol dentre elas, O dia das lobas, O florista, Amor em Campo de Açafrão, Modus diabolicus. A prisioneira do Espelho, Expulsão do Paraíso, além de coletâneas e ensaios. reside Residou em Campinas onde er Acadêmica da Academia Campineira de Letras e artes.

Com 29 livros publicados, premiada em Portugal e na Itália e com obras publicadas em países como Uruguai, EUA e Espanha.

Notícia do falecimento em agosto de 2025, aos 92 anos de idade,  de Nilza Amaral, professora, educadora, mulher admirável e militante incansável em defesa dos direitos dos trabalhadores da educação. Como integrante da diretoria do SINSEPEAP, deixou um legado de dedicação, coragem e compromisso com a educação e a valorização de seus colegas.

 

ESPEJOS DE LA PALABRA / ESPELHOS DA PALAVRA 3 (POEMAS EN DOS IDIOMAS –
POEMAS EM DOIS IDIOMAS)
Org. Roberto Bianchi.  Montevideo: aBrace editora,
203.120 p.  Inclui os poetas brasileiros: Angela Togeiro, Brenda Mar(qu)es, Christina
Hernandes, Claudio Márcio Barbosa, Clevane Pessoa, Dymythryus Padilha, Fátima
Sampaio, Fernando Braga, Gacy Simas, Giselle Serejo, Kydia Mateos, Lucas
Guimaraens, Marcelo de Oliveira Souza, Marco Llobus, Marcos Freitas, Maria Angélica
Bilá Bernardes, Mariney Klecz,  Neuza Ladeira, Nida Chalegre, Nilza Amaral, Nina
Reis, Noralia de Melo Castro, Novais Neto, Oleg Almeida, Pedro Franco, Roberto
Ferrari, Rodrigo Marinho Starling, Rozelene Furtado de Lima, Tânia Diniz e  Tarcísio
Pádua.   N. 06 518

 

                                          TEXTO EM PORTUGUÊS

Á LUZ DE VELA

Quando eu era menina no passado
vagava pelas sendas de meu ser
me procurando.
Brincava de casinha,
fazia ambrosia de mentira,
e embalava bonecas de pano
com caras de bruxas.
Quando eu era menina no passado
tinha medo do escuro,
das carícias e dos fantasmas desenhados pelo
balanço das folhas nas paredes  de meu
quarto iluminado
à luz da vela.
Então eu procurava tesouros
escondidos no sótão de meu corpo,
sonhava com sapatinhos vermelhos,
ouvia a minha avó contar histórias,
de princesas que beijavam príncipes
disfarçados de sapos.
E queria virar gente grande.
O vento levou o tempo
as sementes mastigadas germinaram
as histórias de fada viraram verdades
e o espelho me diz:
eu sou você
que no tempo viajamos juntas.
A luz dourada projetada nas paredes
ainda é a mesma no meu quarto.
Agora faço ambrosia de ovos com açúcar
e aceito carícias.
Embalo bonecas de carne
com rostos de anjos,
mas ainda temo os fantasmas
desenhados pela folhas balouçantes
nas paredes de meu quarto
iluminado à luz da vela.


TEXTO EN ESPAÑOL


Cuando yo era niña en el pasado
vagaba por las sendas de mi ser
buscándome.
Jugaba a las casitas,
hacía ambrosia de mentira,
y acunaba muñecas de trapo
con caras de brujas.

Cuando yo era niña en el pasado
tenía miedo a la oscuridad,
de las caricias y de los fantasmas dibujados
por el balanceo de las hojas en las paredes
de mi cuarto iluminado
à la luz de vela.

Entonces procuraba tesoros
escondidos en el sótano de mi cuerpo,
soñaba con zapatitos rojos,
oía a mi abuela contar historias
de princesas que besaban príncipes
disfrazados de sapos.
Y quería ser grande.

El viento llevó el tiempo
las simientes masticadas germinaron
las historias de hadas fueron verdades
y el espejo me dice:
yo soy tú
que en el tiempo viajamos juntas.

La luz dorada proyectada en las paredes
todavía es la misma en mi cuarto.
Ahora hago ambrosía de huevos con azúcar
y acepto caricias.

Acuno muñecas de carne
con rostros de ángeles,
pero todavía temo a los fantasmas
dibujados por las hojas balanceantes
en las paredes de mi cuarto,
iluminado a luz de vela.


*
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Página publicada em janeiro de 2026.


 

 

 
 
 
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